Curiosidades

Regras e fundamentos

Regras e fundamentos da ginástica artística

Existem inúmeros movimentos conhecidos na ginástica artística. Alguns deles são:
Avião – posição de equilíbrio típica da trave onde o ginasta mantém uma perna no chão e eleva a outra para trás com os braços abertos.
Carpada – onde as pernas estendidas formam um angulo com o tronco.
Fic-flac – movimento preparatório para as acrobacias onde o ginasta levanta os braços esticados ao mesmo tempo em que seus pés deixam o solo usando grande impulso dos ombros.
Parafuso – rotação em torno do próprio corpo para os lados sem o uso das mãos no solo.
Dos Santos – dois giros em torno no corpo seguido de dois mortais no ar com uma flexão no quadril levando as mãos ate a altura do joelho, criado em homenagem a ginasta brasileira Daiane dos Santos.
O uniforme básico de toda ginasta é o collant de lycra em forma de maiô. Os homens usam shorts ou calça de material apropriado. Elas competem descalças, eles usam meias em determinados exercícios. É comum ver os competidores passarem pó de magnésio nas mãos, principalmente nas provas de barras, para evitar lesões nos dedos ou escorregões durante os movimentos. Protetores palmares também são permitidos.

Os aparelhos da ginástica artística masculina (MAG) são diferentes dos usados na ginástica artística feminina (WAG). Os homens competem no solo, salto sobre a mesa, cavalo com alças, barras paralelas, barra fixa e argolas. Já as mulheres realizam seus exercícios na trave, solo, salto sobre a mesa e barras assimétricas. Em comum os homens e mulheres possuem as provas de solo e salto.

Todas as competições oficiais de ginástica artística são reguladas pela Federação Internacional de Ginástica (FIG), que estabelece normas e calendários para todos os eventos internacionais. A Federação tem ainda a responsabilidade sobre o Código de Pontuação, a publicação que orienta os ginastas, técnicos e árbitros na elaboração, composição e avaliação das séries em todas as provas. A FIG é responsável pela realização do Campeonato Mundial de Ginástica Artística e pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. As regras para questões de doping e falsificação etaria também são de responsabilidade da Federação.

Só vence um campeonato de ginástica artística o ginasta que conquistar as quatro competições. São elas: Competição I – qualificatória, Competição II – final individual geral, Competição III – final individual por prova e Competição IV – final por equipe. A série, em cada aparelho é julgada por um grupo de árbitros que aplicam o Código de Pontos estabelecido pela Federação Internacional de Ginástica.

No mundo, as principais competições da modalidade são os Jogos Olímpicos, o Campeonato Mundial e a Copa do Mundo, além dos campeonatos regionais e os continentais Campeonato Africano, Jogos Asiáticos, Campeonato Europeu, Jogos Pan-Americanos e Jogos Sul-Americanos.
A União Soviética, a Rússia e a Ucrânia fizeram história na ginástica artística. Em quarenta anos de competição a URSS teve como destaque a ucraniana Larissa Latynina, a maior medalhista na história olímpica com 18 no total, seguida de Olga Korbut, Ludmilla Tourischeva e Nellie Kim. Já no masculino, os grandes destaques foram Viktor Chukarin, Nikolai Andrianov, um dos maiores destaques das Olimpíadas de Moscou, e Vitaly Scherbo. A Rússia tem como destaque agora Ksenia Semeanova, única medalhista russa no Campeonato Mundial de Stuttgart em 2007, quarta colocada nas Olimpíadas de Pequim e campeã européia em 2009.

A Romênia também tem muitos méritos na história da ginástica artística. A romena Nadia Comaneci, foi a primeira a ter o dez olímpico, repetido outras trinta vezes ao longo de sua carreira. Catalina Ponor, três vezes medalhista de ouro e Sandra Izbasa, são nomes mais atuais. A antiga Tchecoslováquia teve como maior representante a ginasta Vera Caslavska, com títulos como o bicampeonato olímpico no individual geral.

Os Estados Unidos conquistaram espaço na modalidade depois da década de 80. O primeiro título mundial chegou em 1991 com Zim Zmeskal. Nos jogos da Grécia, Carly Patterson tornou-se medalhista de ouro e na China, Nastia Liukin foi a campeã. Destaque também para os meninos Anton Heida e Paul Hamm, campeões olímpicos em 2004.

A Alemanha foi uma das primeiras nações bem sucedidas em Jogos Olímpicos e Mundiais de Ginástica tanto no feminino quanto no masculino. Já nos anos 2000, o país não conta com equipes competitivas, porém é representada por Fabian Hambuchen e Oksana Chusovitina. A Hungria foi por dez vezes medalhista olímpica entre 1936 e 1956 com destaque para Agnes Keleti. Atualmente com baixa qualidade esportiva, o destaque fica com Henrietta Onodi e Zoltan Magyar.

O Japão foi a grande potência dominadora dos eventos masculinos nas décadas de 1960 e 1970 com cinco medalhas de outro consecutivas e destaque para Takashi Ono e Yukio Endo. Nos anos 2000, o destaque fica para Koko Tsurumi, disputando as finais dos mais expressivos eventos da modalidade. Já a China, que não possui longa tradição no esporte, ganhou os últimos pódios nos campeonatos mundiais. Em Pequim, os atletas alcançaram o primeiro lugar no pódio, com destaque para a jovem Kexin He. Entre os meninos, Chen Yibing, Cheng Fei e Zou Kai são os atuais destaques das equipes.